Páginas

Mostrando postagens com marcador história da lingerie. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador história da lingerie. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 26 de abril de 2011

Lingerie!

Dando continuidade à história da lingerie... agora sobre como surgiu a calcinha e o soutien, já que sobre os corpetes contei aqui e foi como tudo começou.

Eu parei nesse parágrafo:
" [...] que a partir de 1900, o espartilho começou a se tornar mais flexível.
Em 1914, com o início da Primeira Guerra Mundial, a mulher teve de trabalhar nas fábricas e isso fez com que precisasse de uma lingerie que lhe permitisse movimentação, assim o seu tamanho foi diminuído."

Porém, lá em 1904, a palavra soutien-gorge entrou no dicionário francês.
As calcinhas também sofriam alterações, onde os modelos justos, até os joelhos, eram confeccionados em novos tecidos no período de 1900 a 1914.
E foi exatamente neste último ano que o soutien foi devidamente reconhecido e patenteado nos Estados Unidos pela socialite nova-iorquina Mary Phelps Jacob. Ele era feito com dois lenços, um pedaço de fita cor-de-rosa e um pouco de cordão¹ (imaginem!! rs).
¹ Modelo feito por Mary Phelps Jacob, que  era muito conhecida nos círculos de moda.

Os primeiros modelos eram pouco inovadores, feitos por dois triângulos² presos a um elástico que passava sobre os ombros e cruzava nas costas, o ajuste era feito por presilhas nas alças.
Nessa década de 20, as jovens mais liberadas não queriam exibir os seios opulentos então em vez de realçar os seios, os achatavam.

² Achatados porque  desejo feminino era ter os seios empinados.

A década de 30 foi marcada pela evolução dos tecidos... em 1930 inventaram um fio elástico muito fino, o látex; em 1938 foi anunciada a descoberta do nylon (o nome nylon é uma homenagem às cidades de Nova York e Londres). 
Como resultado destas descobertas, as lingeries se tornaram mais confortáveis, ganharam cores e as formas femininas foram mais destacadas. Também teve o seu custo barateado (fato importante, porque nessa época o mundo vivia uma recessão). 

Nas últimas décadas a lingerie passou por transformações rápidas e por uma incrível evolução. Ela também se consagrou como peça fundamental da vida feminina, como símbolo de sensualidade e muitas vezes ícone de luxo.

A década de 40 foi marcada pela consolidação das pin up³ (símbolos americanos de feminilidade e sensualidade) que usavam enchimentos com espuma para aumentar e empinar ainda mais os seios, dando o efeito de 'seios-globo' (muito desejados na época).

³ Marilyn Monroe, tornou-se uma das mais famosas pin-ups de todos os tempos.

As pin up continuam com forte evidência na década de 50, assim surgiram novos recortes e aros de sustentação; soutiens de bojo e também os soutiens sem alça⁴.

⁴Soutien de bojo e soutien sem alça, chamados bustiê.

Nessa época ainda, a lycra foi lançada e os fabricantes começaram a se interessar pelas consumidoras mais jovens, onde  houve um invetimento em estampas românticas e rendas, além das alças elásticas com regulagem.

Em 1968, algumas feministas queimaram seus soutiens em frente ao Senado Americano em forma de protesto, porque  a peça era considerada símbolo da opressão masculina.

Nos anos 80, a lingerie ganhou status novamente.
Cintas-ligas, meias 7/8 e corseletes (sem a modelagem claustrofóbica) voltaram à moda com rendas, laços, tecidos delicados e cores fortes enfeitando as peças.
Madonna⁵ lança o conceito 'outwear': os bodies, bustiês, corpetes e soutiens viram roupas de sair.

⁵ O figurino com soutien de cone, da marca Jean Paul Gaultier na turnê Blonde Ambition.

A partir dos anos 90, os tecidos ficaram mais finos, como uma segunda pele e os modelos sem costura6 são novidade.
Novas fibras como tactel e microfibra são incorporados à lycra e ao algodão.

6 Soutiens sem costura vendidos nos dias de hoje.

Atualmente, a mulher mostra a lingerie em looks fashions e os estilistas colocam as peças mais ousadas nas passarelas (às vezes seguida à risca por Lady Gaga⁷, que precisa só de calcinha e soutien para andar por aí ou para fazer um show, como o mundo mudou).

⁷ Lady Gaga indo para uma festa e na outra foto ela desembarquando no aeroporto em NY, mas ainda bem que ela ainda USA!

Sendo assim, a lingerie continua seguindo a moda, não obedecendo a um único estilo. Variedade e versatilidade são as palavras que melhor definem as peças. Tecnologia e novos tecidos criam coleções incríveis, que modelam, valorizam pontos fortes e escondem as imperfeições.
Eu, realmente prefiro as lingeries de hoje em dia!! Beeem confortáveis e atendem à todos os gostos..
=)


bjOO!!
Kassiana.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Corpetes!

A história do corpete começa por volta do segundo milênio antes de Cristo, lá em 1700 a.C., quando usavam-se faixas apertadas em torno da cintura para que esta ficasse mais delineada. Essa prática era usada tanto pelas mulheres como pelos homens¹.
Os primeiros corpetes sustentavam a base do busto, projetando os seios nus². Essa 'moda' foi inspirada na Deusa com Serpentes, ideal feminino da época.
Na Idade Média ficaram conhecidos como cota³ (uma túnica com cordões).


Ficou conhecido também por bliaud⁴(corpetes amarrados atrás ou nas laterais e costurados à uma saia plissada), depois como sorquerie⁵ (tipo uma cota bem justa ao corpo) e surcot (um colete infiado por cima do vestido e amarrado).


Só no final da Idade Média, em torno do século XV, é que as mulheres nobres passaram a usar um largo cinto sob o busto que, além de sustentar os seios, faziam com que eles parececem mais volumosos.

Do século XV ao XVI, a roupa íntima ficou ainda mais rígida. Conhecida como corps piqué (corpete pespontado que apertava o ventre), afinava a cintura e deixava os seios com aspectos de cones, era feita com madeira de buxo ou marfim e em alguns modelos chegava a pesar até um quilo.
No entanto, estes corpetes causaram polêmica entre médicos e afins, pois comprimiam órgãos internos, causando entrelaçamento de costelas e até a morte.


Somente no século XVIII é que as mulheres começam a respirar literalmente, pois as hastes de madeiras e metal foram substituídas pelas barbatanas de baleia. Nesta época também, eles ganharam mais beleza sendo fabricados com bordados, laços e rendas⁷. Mesmo com toda essa evolução... os médicos, escritores e filósofos fizeram um manifesto anti-espartilho (contra os possíveis riscos à saúde), na Áustria foi proibido o uso, sob pena de excomunhão =/.

Em 1832 o suíço Jean Werly abriu a primeira fábrica de espartilhos sem costuras. E em 1840 foi fabricado um modelo com sistema de cordões elásticos (permitia que a mulher pudesse se vestir sozinha). Lembrando, que nesta época as peças íntimas eram compostas por calças que chegavam até os joelhos⁸ e cheinhas de babadinhos (Se imaginem assim, que hilário!).


E a partir de 1900, o espartilho começou a se tornar mais flexível.
Em 1914, com o início da Primeira Guerra Mundial, a mulher teve de trabalhar nas fábricas e isso com que precisasse de uma lingerie que lhe permitisse movimentação, assim o seu tamanho foi diminuído.
Bom, mas isso é assunto para outro post (hoje já temos muita informação).
Mas vocês acreditam que só depois disso que foi criado o soutien?! Veremos mais adiante essa história!

Na década de 90 os corpetes voltaram com tudo, ironicamente pelo francês Jean-Paul Gautier, que se inspirou neles para homenagear o corpo feminino e suas curvas.
E hoje em dia o corpete é sucesso mundial sinônimo de elegância, desejo e poder.. sem contar que o visual fica muuuuito mais sexy e atraente.

Resumindo, 'desde a antigüidade a lingerie exerce um papel fundamental na vida das mulheres'. E amanhã nãaaaooo percaamm, os CORPETES que estão super na moda e o melhor sem o risco à saúde e sem ser repreendido por ninguém (pai, mãe, marido ou namorado conta?! hahaha). 


bjOO!
Kassiana.